quarta-feira, 25 de março de 2009

O Caderno da Morte

Ontem fui assistir a peça O Caderno da Morte. Ou, em inglês, Death Note.

A peça foi baseada no manga de mesmo nome, mas com várias adaptações. Esta é a segunda vez que eu fui assistir. A primeira foi quando ainda estava no espaço do Sesi; eu fui no último dia e gostei bastante da peça.

Ontem foi a reestréia, agora no centro Cultural Vergueiro. A convite da Nef, que estava agitando uma galera para ir.

Para quem gostou do manga ou do anime, vale a pena assistir. Mas não vão pensando que é algo com grandes efeitos e estas coisas, pois a peça é simples. Muitos devem pensar que os atores são cosplayers, mas eles não são. Conhecem o mundo de cosplay mas não são cosplayers.

Esta peça é uma ótima pedida até para aqueles que não gostam de animes/mangas, pois a peça não necessariamente faz referencias ao mundo otaku. A peça pode muito bem ser assistida por pessoas que não frequentam eventos.

Fuçando a internet achei uma entrevista que foi dada pelo ator Miguel Angelo Atênsia para o site Ambrosia:

Nagado: Como e quando surgiu a idéia de fazer Death Note no teatro?
Miguel:
Tem coisas que inspiram fazer teatro. Filmes, livros que são muito bons, desenhos… é claro que mangá e anime também. Foi isso que aconteceu quando assitimos o Death Note. Pensamos: “Isso ia ficar muito legal no palco!”. A vontade inicial partiu do Bruno Garcia (dramaturgo) no ano passado, e conversando comigo, com a Thais e com o Nei, fomos amadurecendo essa vontade até que criamos o projeto.

N: Como foi a negociação dos direitos? Houve alguma pressão para a aprovação do projeto?
M: No início, a editora JBC nos ajudou, e depois passamos a negociar direto com a Viz Media (detentora dos direitos de DN para o ocidente).

N: Os autores já estão sabendo? Qual foi a reação?
M:
Nós gostaríamos muito de saber qual foi a reação dos autores, mas como a negociação teve muitos intermediários até dar a volta ao mundo, não sabemos se ficaram surpresos ao saber que sua obra estava sendo adaptada para o teatro no Brasil.

N: Além do mangá, houve inspiração também no animê e no live-action?
M:De todos, cada um inspirou de forma diferente. Como estamos trabalhando com adaptação, a forma de contar a história muda de acordo com as caracteríscas de cada veículo. O mangá nos inspirou a sermos ágeis. Como cada quadro expressa muito bem ao leitor o que está acontecendo e o que os personagens estão sentindo, ele nos ajudou muito a chegar na essência de cada coisa. O anime, além de trazer a expectativa do que vai acontecer em seguida, foi a grande base da criação sonora. E o live-action nos ajudou a ver possibilidades dramatúrgicas sobre como poderíamos resolver algumas passagens e sintetizar uma história tão longa sem perder o desenvolvimento.M:

N: Death Note já virou teatro em algum outro lugar?
M:
Não sabemos.

N: O que se pode esperar de fiel e de diferente em termos de história e caracterização de personagens?
M:
Quando se vai adaptar de uma linguagem para outra, temos muitas opções. Cada uma tem seu valor específico. Por exemplo: um livro pode contar com a imaginação do leitor, um filme pode acrescentar efeitos e trilha sonora. No teatro tudo acontece ao vivo e cada dia é único. Nos preocupamos desde o início em como a linguagem teatral poderia acrescentar ao Death Note. Reduzimos a quantidade de personagens para que cada um fosse mais importante na trama e condensamos as situações para que cada cena fosse vital para o desenvolvimento da peça.

N: Você escolheu o seu personagem?
M: Durante o processo de criação, todos interpretaram todos os personagens, e eles foram escolhidos naturalmente. Eu devo admitir que deste o inicio tinha muita vontade de fazer o L, acho que ele é um personagem muito rico e tenho muito respeito por ele. E é por isso que estou tão feliz de poder levá-lo ao palco.


segunda-feira, 23 de março de 2009

Castlevania e cosplay


Castlevania sempre foi uma das minhas séries de games favoritas. Sempre gostei da história dos Belmont, uma familia que se levantou para lutar contra Dracula, que de tempos em tempos ressuscitava. Não joguei muitos jogos da série, mas os que eu joguei me fizeram virar fã desta série - prefiro mais Castlevania do que Final Fantasy.

Sempre via cosplays maravilhosos de Castlevania, em especial a Yuki, Jester e Simone, além do Jeff, que mandaram muito bem com seus cosplays de Castlevania. E vendo estas pessoas que admiro fazendo cosplays de Castlevania, me veio a vontade de fazer um cosplay de Castlevania também. Mas... qual fazer?

Um dia (acho que foi em 2006), vi minha grande amiga Rebi jogando um Castlevania para DS: o jogo Castlevania: Dawn of Sorrow. Me apaixonei pelo jogo, tanto que quando eu comprei meu DS, meu primeiro jogo original foi o Castlevania: DoS. Vendo Soma Cruz, jogando com ele... me veio a inspiração para fazer meu primeiro cosplay de Castlevania.

Em dezembro de 2007, no RJ, estreiei este cosplay, durante o Anime Family daquele ano. Tive a oportunidade de ganhar alguns prêmios com ele: peguei o segundo lugar do desfile cosplay do Mercado Mundo Mix; e levei o segundo lugar do concurso tradicional individual e sexto lugar do concurso livre individual do Anime Party.

Mas recentemente obtive mais uma vitória com ele: fui escolhido para ilustrar dois artigos de Castlevania no Wikipedia. O sr. Davi Rodrigues, um dos editores da Wikipedia, me pediu autorização. Vejam a mensagem abaixo:

"Sou um editor da Wikipédia lusófona (da língua portuguesa) e estive editando o artigo do jogo em questão, Castlevania: Aria of Sorrow, para que ele se torne um artigo destacado, o que fará com que ele seja listado entre os melhores artigos da Wikipédia. Agora o possível envolvimento que você poderia possuir com isso seria esta foto que lhe falei.
Para que um artigo seja destacado na Wiki, ele deve possuir imagens que o ilustre (além de tantos outros critérios) e, no caso, o artigo está ilustrado de uma maneira periférica devido à política de imagens da Wikipédia lusófona que não aceita imagens sob copyright, direitos autorais e afins. Isso resulta em artwork, capa do jogo e nem screenshots poderem ser usados para ilustrar o artigo. Imagens periféricas não são muito bem vistas pela comunidade (já que é ela que decide se o artigo será destacado ou não, com base nos critérios).
Só que dentre tantas regras está uma brecha: cosplays. No caso, o que selecionei à mão (foi um tanto difícil pois são todas as fotos muito boas) seria perfeito para o artigo, podendo ser usada SE você me der a autorização para tal. E então, o que me diz? Tudo o que preciso é da sua autorização."


Só que algo que me chamou a atenção foi a preocupação em fazer tudo conforme as regras da Wikipedia. Fotos que venham a ser publicadas na Wikipedia precisam de uma autorização de seus donos, para que tanto a Wikipedia quanto o dono das fotos (no caso, eu) estejam amparados, e que não venham a surgir nenhum problema. Isso inclui licenças do tipo Creative Common, copyright, entre outras. O sr. Davi me deu todas as orientações e me explicou várias coisas sobre as licenças.

No final das contas, minhas fotos estão ilustrando dois artigos da Wikipedia: um sobre o jogo Aria of Sorrow, e outro sobre o personagem Soma Cruz. Seguem os links abaixo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castlevania:_Aria_of_Sorrow
http://pt.wikipedia.org/wiki/Soma_Cruz

Este tipo de reconhecimento faz valer a pena ser cosplayer. Vai além de um prêmio em dinheiro, uma medalha, ou outro prêmio que as pessoas brigam e se matam, Nestas horas a gente observa pessoas que admiram nosso trabalho, e somos reconhecidos pelo hobby e pela arte de fazer cosplays, da arte de "brincar de se fantasiar".

Mas sabe o que me deixou mais curioso? Hoje em dia, suas fotos são publicadas em revistas e sites diversos, e você nem sabe que elas foram publicadas, pois a maior parte das pessoas não pergunta se pode, ou pelo menos te avisa. Nestas horas vemos realmente quem se preocupa com estes pequenos detalhes.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Twitter?

"Twitter é uma rede social e servidor para microblogging que permite que os usuários enviem atualizações pessoais contendo apenas texto em menos de 140 caracteres via SMS, mensageiro instantâneo, e-mail, site oficial ou programa especializado.

(...)

As atualizações são exibidas no perfil do usuário em tempo real e também enviadas a outros usuários que tenham assinado para recebê-las. Usuários podem receber atualizações de um perfil através do site oficial ou por RSS, SMS ou programa especializado.

Devido ao sucesso do Twitter, um grande número de sites parecidos foram lançados ao redor do mundo. Alguns oferecem o serviço para um país específico, outros unem outras funções, como compartilhamento de arquivos que era oferecido pelo Pownce."

Fonte: Wikipedia
Eu nunca pensei que ia entrar no Twitter. Sempre via o Twitter como uma ferramenta "inútil", que só servia para expor mais e mais sobre a sua vida. Afinal a propaganda que eu via, feita por várias pessoas, consistia basicamente em "veja o que as pessoas estão fazendo agora". Claro que boa parte da impressão que eu tinha estava certa, afinal, como em todo site, blog, etc, sempre existirão pessoas que contam tudo de sua vida (capaz de muitas delas atualizarem do banheiro até rs).

Esta semana o Twitter foi capa da revista Época. Fiquei pensando "uma ferramenta inútil dessas merece atnta consideração?". Recebi alguns convites para integrar esta rede social, e decidi deixar meus pré-conceitos quanto ao Twitter de lado. Afinal, não ia ficar criticando algo só pela impressão que os outros passam. Queria eu mesmo ver se estava correto ou errado.

No início desta semana montei meu Twitter. E posso dizer que eu estava enganado.

Descobri que o Twitter pode ser algo útil. Além de poder me comunicar rapidamente com várias pessoas, tenho acesso a várias coisas importantes. Tenho acesso a boletins rápidos (e curtos, já que o Twitter só permite 140 caracteres) da CNN; fico sabendo quando alguns escritores e apresentadores importantes para mim expõem algum artigo interessante (por exemplo Marcelo Tas); e estou aumentando minha network no quesito de trabalho e educação. Além de receber várias informações importantes (como, por exemplo, que precisam de programadores VB no RJ), meu perfil está sendo "twittado" (é assim que se escreve?) pelo site SEO Jobs Finder (http://www.seojobsfinder.com/) que também tem um perfil no Twitter.

Ou seja, o Twitter, assim como Blog, Fotolog, Facebook, Orkut, etc., é de utilidade, quando você sabe a melhor forma de usá-lo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

WCS

E pensar que faltam pouco mais de duas semanas para o Mercado Mundo Mix!

Finalmente consegui terminar várias coisas do WCS. Para quem não sabe, no domingo eu e a Asbe vamos tentar WCS. É a minha primeira vez tentando uma vaga dessas, então a ansiedade vai ser maior.

Hoje fiz minha pré-inscrição online, e espero que sejamos confirmados para disputar no dia 5 de abril. Para mim estar disputando esta seletiva é tão válido quanto estar na final, já que o nível desta seletiva pormete ser até maior que o da própria final. Teremos muitos cosplayers do eixo RJ-SP, que são considerados os melhores do Brasil (não que os de outros estados sejam ruins, mas a maior parte dos cosplayers conhecidos e que tem ótimos cosplays são deste eixo que citei), o que faz desta seletiva mais e mais concorrida.

Por isso, agora é se preparar e terminar de gravar audio, ajeitar uns últimos detalhes, e ensaiar bastante.